LEI DE DESTRUIÇÃO
“É preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar. A natureza cerca todos os seres com meios de preservação e conservação para que a destruição não ocorra antes do tempo preciso. Toda destruição antecipada dificulta o desenvolvimento do princípio inteligente.
A necessidade de destruição diminui e se reduz entre os homens à medida que o Espírito se sobrepõe à matéria.
O homem não tem direito ilimitado à destruição – seu direito deve ser regido pela necessidade de prover sua alimentação e segurança. O abuso não é um direito.
Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação da LEI DE DEUS.”
A paz, o desenvolvimento e a proteção do meio ambiente são interdependentes e inseparáveis.
Há uma ligação íntima entre os três fatores: a Política, a Economia e a Ecologia, que devem caminhar juntos. Não pode haver paz no planeta e nem proteção ao meio ambiente, se a pobreza continuar existindo em tantas regiões.
A ecologia que é o estudo da casa onde habitamos, é também a arte da reconciliação, é a ciência que nos faz pensar e mudar a forma de como nos relacionamos com tudo o que existe. Hoje, a ecologia nos convida à reconciliação. No início, os seres humanos quiseram fugir das florestas e ainda hoje fugimos das nossas cidades que construímos para viver. Fugimos do caos, da degradação, da poluição e fugimos uns dos outros. Mas agora, a ecologia nos interpela: se fugir, que seja do medo, da ganância, do ódio e da maldade, para então, nos reencontramos na convivência fraterna, na solidariedade, no amor, na bondade.
Temos que nos reencontrarmos como humanidade, nos reconciliarmos com nossa condição humana, com os seres humanos, com outros seres e as outras formas de vida e com Deus criador da vida. Precisamos reatar nossa amizade com a natureza, que é fonte de vida e não simplesmente um perigo ou ameaça. A nossa sobrevivência e a continuidade real de vida no planeta depende da nossa reconciliação com a natureza.

Nasceu em Assis (Itália), em 26 de setembro de 1182, com o nome de Francisco Bernadone
Que no céu formastes claras e belas.
Louvado sejas, Meu Senhor, pelo irmão Vento,
pelo ar, ou nublado ou sereno,
E todo o tempo pelo qual às tuas criaturas dá sustento.
Louvado sejas, Meu Senhor, pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite.
E ele é belo e fecundo e vigoroso e forte.
Louvado sejas, Meu Senhor, pela irmã Água,
Que é muito útil e humilde, preciosa e casta.
Louvado sejas, Meu Senhor,com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol, que clareia o dia e com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante com grande esplendor.
Louvado sejas, Meu Senhor, por nossa irmã e mãe Terra,
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos e coloridas flores e ervas.
-(OBS.: Transcrevemos aqui só parte da poesia)
"Um provérbio indígena questiona se somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe, poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiro".
A fome é uma constante em todas as sociedades. Hoje, entretanto, ela assume dimensões vergonhosas e simplesmente cruéis. Revela uma humanidade que perdeu a compaixão e a piedade. Erradicar a fome é um imperativo humanístico, ético, social e ambiental. Uma pré-condição mais imediata e possível de ser posta logo em prática é um novo padrão de consumo. A sociedade dominante é notoriamente consumista. Dá centralidade ao consumo privado, sem auto-limite, em detrimento da própria sociedade,da vida das pessoas, fauna e flora. Consome não apenas o necessário, mas o supérfluo.
O mundo está se alarmando com a alta do preço dos alimentos e com as previsões do aumento da fome no mundo. A fome representa um problema ético, denunciado por Gandhi: “a fome é um insulto, ela avilta, desumaniza e destrói o corpo e o espírito; é a forma mais assassina que existe”.
Vigora uma verdadeira guerra comercial por alimentos. Os países ricos subsidiam safras inteiras ou a produção de carnes para colocá-las a melhor preço no mercado mundial, prejudicando os paises pobres, cuja principal riqueza consiste na produção e exportação de produtos agrícolas e carnes. Muitas vezes, para se viabilizarem economicamente, se obrigam a exportar grãos e cereais que vão alimentar o gado dos países industrializados quando poderiam, no mercado interno, servir de alimento para suas populações.
No fundo, o que interessa mesmo é garantir ganhos para os negócios e não alimentar pessoas. Se não houver uma inversão na ordem das coisas, isto é: uma economia submetida à política, uma política orientada pela ética e uma ética inspirada por uma sensibilidade humanitária mínima, não haverá solução para a fome e a subnutrição mundial. Continuaremos na barbárie que estigmatiza. Gritos de milhões de famintos sobem continuamente aos céus sem que respostas eficazes lhes venham de algum lugar e façam calar este clamor. É a hora da compaixão humanitária traduzida em ações verdadeiras de combate sistemático à fome.
A razão pela qual aqui apresentamos estes temas (ECOLOGIA, DESTRUIÇÃO E FOME), é para que não venhamos a justificar o extermínio e o sofrimento indiscriminado das criaturas pela fome como LEI DE DESTRUIÇÃO – Divina ou Natural.
Continuando nossa busca de esclarecimentos em o Livro dos Espíritos, encontramos na resposta a pergunta 705: “A Terra produziria sempre o necessário se o homem soubesse se sustentar. Se o que produz não é o bastante para todas as necessidades, é porque emprega no supérfluo o que deveria útil.”
E, na 707: “Há lugar ao sol para todos, mas com a condição de cada um ter o seu, e não o dos outros. A natureza não pode ser responsável pelos vícios de organização social, nem pelas conseqüências da ambição e do amor-próprio.” ■
Misericórdia Divina para todo nós!
Nenhum comentário:
Postar um comentário