Mercadores expulsos do templo
Eles vieram em seguida a Jerusalém, e Jesus entrando no templo,
começou a expulsar dali os que vendiam e compravam; ao mesmo tempo os instruía, dizendo:
Não está escrito: Minha casa será chamada
casa de oração por todas as nações? Entretanto, fizestes dela um covil de ladrões!
Marcos 11:15 a 18
Jesus expulsou do templo os mercadores. Condenou assim o tráfico das coisas santas sob quaisquer formas. Deus não vende a sua benção, nem o seu perdão, nem a entrada, no reino dos céus. Não tem, pois, o homem, o direito de lhes estipular preço.
Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé, não para lhes vender palavras e favores.
Quem conhece as condições em que os bons Espíritos se comunicam, a repulsão que sentem por tudo o que é de interesse egoístico, e sabe quão pouca coisa se faz mister para que eles se afastem, jamais poderá admitir que os Espíritos superiores estejam à disposição do primeiro que apareça e os convoque a tanto por sessão. Seria uma profanação evocarmos, por dinheiro, os seres que respeitamos, ou que nos são caros. É fora de dúvida que assim se obtêm manifestações; mas quem lhes poderia garantir a sinceridade? Os Espíritos levianos, mentirosos, brincalhões e toda a caterva de Espíritos inferiores, nada escrupulosos, sempre acorrem, prontos a responder ao que se lhe pergunte, sem se preocupar com a verdade. Quem, pois, deseje comunicações sérias deve, antes de tudo, pedi-las seriamente, e inteirar-se da natureza do médium. Ora, a primeira condição para se granjear a benevolência dos bons Espíritos é a humildade, o devotamento, abnegação, o mais absoluto desinteresse moral e material.
Deus não vende os benefícios que concede. Como, pois, um que não é sequer, o distribuidor deles, que não pode garantir a sua obtenção, cobraria um pedido que talvez nenhum resultado produza? Não é possível que Deus subordine um ato de clemência, que de da sua misericórdia se solicite, a uma soma em dinheiro. Do contrário, se a soma não fosse paga, ou fosse insuficiente, a justiça, a bondade e a clemência de Deus ficariam em suspenso. A razão e o bom senso dizem ser impossível que Deus, a perfeição absoluta, delegasse a criaturas imperfeitas o direito de estabelecer preço para sua justiça. A justiça de Deus é como o sol, existe para todos.
Disse também Jesus: não façais que vos paguem as vossas preces; não façais como os escribas que a pretexto de longas preces, devoram as casas das viúvas,
isto é, abocanham as fortunas. A prece é ato de caridade, é um arroubo do coração. Cobrar alguém que se dirija a Deus por outrem é transformar-se em intermediário assalariado.
Eles vieram em seguida a Jerusalém, e Jesus entrando no templo,
começou a expulsar dali os que vendiam e compravam; ao mesmo tempo os instruía, dizendo:
Não está escrito: Minha casa será chamada
casa de oração por todas as nações? Entretanto, fizestes dela um covil de ladrões!
Marcos 11:15 a 18
Jesus expulsou do templo os mercadores. Condenou assim o tráfico das coisas santas sob quaisquer formas. Deus não vende a sua benção, nem o seu perdão, nem a entrada, no reino dos céus. Não tem, pois, o homem, o direito de lhes estipular preço.
Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé, não para lhes vender palavras e favores.
Quem conhece as condições em que os bons Espíritos se comunicam, a repulsão que sentem por tudo o que é de interesse egoístico, e sabe quão pouca coisa se faz mister para que eles se afastem, jamais poderá admitir que os Espíritos superiores estejam à disposição do primeiro que apareça e os convoque a tanto por sessão. Seria uma profanação evocarmos, por dinheiro, os seres que respeitamos, ou que nos são caros. É fora de dúvida que assim se obtêm manifestações; mas quem lhes poderia garantir a sinceridade? Os Espíritos levianos, mentirosos, brincalhões e toda a caterva de Espíritos inferiores, nada escrupulosos, sempre acorrem, prontos a responder ao que se lhe pergunte, sem se preocupar com a verdade. Quem, pois, deseje comunicações sérias deve, antes de tudo, pedi-las seriamente, e inteirar-se da natureza do médium. Ora, a primeira condição para se granjear a benevolência dos bons Espíritos é a humildade, o devotamento, abnegação, o mais absoluto desinteresse moral e material.
Deus não vende os benefícios que concede. Como, pois, um que não é sequer, o distribuidor deles, que não pode garantir a sua obtenção, cobraria um pedido que talvez nenhum resultado produza? Não é possível que Deus subordine um ato de clemência, que de da sua misericórdia se solicite, a uma soma em dinheiro. Do contrário, se a soma não fosse paga, ou fosse insuficiente, a justiça, a bondade e a clemência de Deus ficariam em suspenso. A razão e o bom senso dizem ser impossível que Deus, a perfeição absoluta, delegasse a criaturas imperfeitas o direito de estabelecer preço para sua justiça. A justiça de Deus é como o sol, existe para todos.
Disse também Jesus: não façais que vos paguem as vossas preces; não façais como os escribas que a pretexto de longas preces, devoram as casas das viúvas,
isto é, abocanham as fortunas. A prece é ato de caridade, é um arroubo do coração. Cobrar alguém que se dirija a Deus por outrem é transformar-se em intermediário assalariado.
Lucas 20: 45 a 47 - Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVI –
Daí gratuitamente o que de graça recebestes.
Daí gratuitamente o que de graça recebestes.
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